segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Portal da Consciência

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre  a inserção do negro na sociedade brasileira.


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.


O IECN, através dos Professores Jordão Miguel da Silva e Marcos Vinicius, realiza esse trabalho com seus alunos, do ensino Fundamental ao ensino Médio. 


A culminância acontece numa  festa com mostra de danças e costumes do povo africano.




Jogos Gramaticais

Os Jogos Gramaticais surgiram como estratégia das aulas de português  da  Profª Maria Aparecida "Docinho",  no Curso Normal, no ano de  2004. 
Inicialmente, os jogos eram realizados em sala de aula, com uma turma de cada vez. Mas a iniciativa foi tão boa que ganhou grandes proporções e hoje é feita na quadra da escola, com todas as turmas da Profª "Docinho" trabalhando simultaneamente.


O objetivo dessa atividade é aprender  Gramática de forma lúdica e bem divertida!

 É também uma atividade de integração, pois os alunos do fundamental participam da atividade que é desenvolvida pelo curso normal.


As turmas capricham no visual e as crianças aprendem brincando! É uma delícia!!!



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oficina de Animação

A turma 2007 participou de uma Oficina de Animação no SESC-SG, com a profª Osana Barreto.
O desenho, a gravura, pequenos objetos, que além do seu valor artístico, são também personagens do cinema de animação e  fazem uma interseção entre as artes visuais e a computação gráfica. Essa mistura se transforma em animação.
Conhecemos a história da animação mundial, com imagens e story boards de várias épocas.
Vivenciamos uma instalação interativa ...









E também participamos de uma oficina de Stop Motion. Foi muito divertido!





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Coral de Libras

Língua Brasileira de Sinais  (LIBRAS) é utilizada por deficientes auditivos para a comunicação entre eles. Para melhor nos inteirarmos dessa realidade é interessante que essa linguagem se faça conhecer, e que haja uma procura por ela com o interesse de aprendê-la.

Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram, mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.


A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais, dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto, em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Mais importante, ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos. 

Partindo do fato de que Libras é uma língua, é plausível a ideia de criar um coral de língua de sinais em qualquer instituição de ensino que acredite nessa forma de inclusão e aprendizado.

O coral de libras tem como função impressionar a todos com os harmoniosos movimentos feitos com as mãos. Isso não é uma tarefa fácil – requer ensaios, disciplina e emoção. Para que esses passos sejam seguidos, é necessária a presença do profissional especializado na área. 


A Profª Andréia Diniz construiu com as suas turmas do 2º ano do Curso Normal, um Coral de Libras. Os alunos  mostraram  que podem ensinar também através da música e principalmente dos gestos. Foi um momento lindo e bastante emocionante.




Fotos: Osana Barreto


Sentir Você

Queria te  escrever algo,
Diferente de tudo
Que já escrevi até hoje.
Mas seria algo impossível,
Pois tudo que expressei e,
Ainda expresso
São reflexos de minha alma.
Tudo se organiza nos elementos mais reais
E transferíveis:
Como o amor ! 




Em você posso voar...
Sem limites,
Pois sei que exclues os obstáculos
Para que não existam perigos.
E, livre, consigo conciliar corpo e alma.
E estar ao seu lado,
É conviver com a vida...                  
De modo simples.
Sem preocupações,
Sem medos,
Em paz!
Senti-lo é perceber meus poros,
Puro reconhecimento de mim mesma.
Ter você é caminhar em nuvens aconchegantes...
E, não precisar voltar, pelo simples fato:
De jamais ter partido.
E, guardando você, preservo minha sanidade
De que ser feliz é mérito,
Que me recompensa
Em traduzir a todos
Como é eficaz,
Falar e viver por amor.  


Isabel  Benedito dos Santos


FOTO: André Barreto

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VIDA SIMPLES

A  Vida Simples das Favelas
E  entre olhares verticais  e confusos 
Vê-se a estrutura desalinhada das favelas.
A multidão anônima que vive a vida
No ponto mais alto
E mais nítido ao preconceito e
Marginalização !
Área de risco total.
Todos são subjugados
Ao poder duplo;
Dos traficantes e, ao dos governantes!
Trocas de tiros e assassinatos
São fatores do dia-a-dia!  


  
A  violência é assistida  ao vivo, 
Derramando corpos até a parte baixa.
Falar em guerra nas favelas
É como comer o pão de cada dia:
Normal !
A cada amanhecer
O noticiário é sempre o número de mortos...
Não precisamos ir tão longe para
Assistirmos a guerra
Ela faz-se presente em nós!
Mas relatar número de mortos
Em favelas, não dá audiência!
Esta realidade, geralmente,
Não é relatada, nem contestada
Apenas, marginalizada!  

 
 
E,  mesmo assim, estas pessoas  não desistem 
Sobrevivem sem nenhuma proteção.
Sem que os olhos da justiça
Se abram para elas.
O único motivo que ainda as anima
É a alegria de estarem perto do céu,
De Deus...
E terem a mesma visão
Que os ricos têm!
A natureza que é absoluta,
Para ricos e pobres!
E numa oração única
Este povo pede por um milagre,
Por dias melhores...
Sem guerras, sem injustiças ou preconceitos.
Mas, por um amanhecer sem corpos mutilados,
Por seus filhos sem armas nas mãos!



 
Por  coisas tão essenciais 
Que há tempos esquecemos...
O simples sonho
De poder deitar e levantar
E, ao abrir a porta e ver
Flores nos jardins
Só flores!
Este é o único sonho
Que almejam nossos irmãos
Que choram e rezam
Dia e noite
Nas favelas!

Isabel Benedito dos santos

VÊNUS AZUL


 Olhas  o mar
E,  vês a lua em prata,  refletida!
Numa  silhueta real,
Sabes  que é minha imagem,
Que  te observa.
Mentalmente,  emites um som rouco...
E,  captas minha alma,
Meus  desejos, minhas palavras  sufocadas.
Palavras  que reconheces
Desejos  tão iguais aos teus. 
 

Como  cúmplice, o mar,
Que  ouve nossas súplicas
Reconhece  nossa saudade,
Traduzindo-a  em brandas ondas
De  sutil harmonia,
Refletindo  a lua...
Neste  momento, tudo
Torna-se  único entre nós!
Pois,  o vento faz-se consolador
De  nossa tristeza 
 

Há  no espaço uma tristeza,
Uma  cruel certeza
De  que estamos em pura  imaginação
Em  total metáfora da natureza,
Que  revela 
A  luta pela liberdade  de duas almas
Presas  no limiar do tempo,
Da  pobre novela
Grafada  por um
Escritor-  cognominado- Ilusão!
 
     De.: Isabel Benedito dos Santos – 27/02/2005